A.D. é uma animação 3D de horror, escrita por Haylar Garcia, esse teaser foi dirigido por Ben Hibon e produzido por Bernie Goldamann, Tarik Heitmann and Renee Tab.
uma animação tensa.
Continuando com a sessão velharia, irei postar um curta de Jorge Furtado produzindo em 1989.
Esse curta tem uma das melhores dinâmicas que já vi, ele consegue linkar tudo de forma bastante inteligente e passa a mensagem de forma bastante clara.
creio que muita gente já deve ter assistido, mas vale a pena ver de novo. ![]()
Tags: 1989, Ilha das flores, Jorge Furtado
Tenho que agradecer a Carlos Meringo do brainstorm #9 por ter postado esse clássico curta metragem que fala sobre um casal em crise que vive no mundo da propaganda de TV, simplesmente genial.
eu tinha visto esse curta em VHS e tentava lembrar o nome, mas não conseguia, ainda bem que hoje em dia existe o youtube para desenterrar coisas assim.
fonte: Brainstorm #9
Tags: a alma de negócio
É incrível como o ChromaKey evoluiu horrores de um tempo para cá, foi um avanço tão grande que chegamos ao ponto de não ter mais necessidade de se deslocar para alguns pontos para fazer uma tomada especifica.
bons tempos quando se conseguia identificar um Chroma logo de cara ao assistir chapolim
fonte:
Leandrini
dez 15
Postado por Bernardo Queiroz em Animação e Cinema | Sem comentários
Walter Murch e Coppola falando de como é lindo editar no Final Cut e de como as novas melhorias do Final Cut Studio os ajudaram na montagem de seu filme. (Odeio propaganda. mas, devo reconhecer que capturar arquivos RED e os novos esqueminhas de marcas ajudam muito, hehehe.)
dez 10
Postado por klozz em Animação e Cinema | 1 comentário

Sem duvida Mangue Negro é o filme de zumbi mais diferente que já vi, por que ele foge do ambiente tipico onde geralmente ocorre esses tipos de filme e ainda e ainda amarra a história com alguns elementos tipicos da cultura Brasileira.
Mangue Negro vem ganhando varios prêmios mundo a fora, inclusive prêmio de melhor maquiagem, e pasmem é uma produção de apenas 50 mil reais.
O filme esta disponível e DVD em varios paises, mas Infelizmente o Brasil não esta incluído nessa lista, uma ironia não?
o Trailer:
Entrevista com Rodrigo Aragão
Tags: cinema brasileiro, mangue negro, terror brasileiro, zombie, zumbis
dez 4
Postado por Bernardo Queiroz em Animação e Cinema | Sem comentários
A Red Giant, conhecida fabricante de plugins, começou ontem a divulgar quase que de forma viral um “secret sale” que acontecerá na próxima semana, o que tem deixado os After “Pluginzeiros” desesperados nos blogs por aí.
Vamos ver se finalmente a galera coloca o colorista, o looks e o mojo a um preço acessível no terceiro mundo, hehehe, brincadeirinha.
Segue um video mostrando o demo da Red Giant para você, operador de After, mostrar para o seu chefe e dizer: “ó só consigo fazer isso se tiver esse plugin milagroso ai!”

Tags: Red Giant
Flairs é um curta genial, dirigido por Wunderkid Jérémie Périn, e todo feito no estilo visual do jogos de 8 bits da Sega.
OBS: RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18, POSSUI CENAS NADA CONVENCIONAIS.
nov 7
Postado por klozz em Animação e Cinema, Tecnologia | Sem comentários
Antes de tudo é bom explicar o que é Camera Mapping, consiste em uma tecnica espetacular de computação gráfica que transforma uma imagem em 2D em 3D através do mapeamento da mesma, os resultados são bem legais.
Exemplo de camera mapping:
Como vocês podem ver o efeito da uma outra vida para a foto.
Partindo desse conceito, a Onesize, uma empresa de efeitos visuais, produziu um curta todo feito em cima de fotografias em conjunto com a técnica de camera mapping para aumentar a dramaticidade. O resultado é de arrepiar, parece que congeleram o tempo e a camera faz um leve passeio pelo ambiente para mostrar os impactos da luta. Vejam o vídeo em seguida:
Onesize: Playground Titles
Onesize: Playground Titles from E. Devin Vander Meulen II on Vimeo.
Para reproduzir esse efeito, é necessário o uso de um programa de modelagem em 3D para poder fazer o mapeamento de forma correta, da um trabalhinho, mas o resultado vale muito a pena.
Aqui vai um mini making of do filme da onesize:



fonte: motionographer
Tags: Camera Mapping, Jasper Faber, The main title for this year’s Playgrounds Festival
nov 4
Postado por Bernardo Queiroz em Animação e Cinema | Sem comentários
Achei que nunca fosse dizer isso, mas depois de Chacrina, o Domingão do Faustão é um primor de bom gosto e elegância.
Alô Alô Terezinha, dirigido por Nelson Honeif, é um recorte do universo ao redor do Velho Guerreiro, contada através de declarações de pessoas que particuparam daquele confuso cosmo que foi criado ao redor de Abelardo Barbosa. Ele ganhou a Calunga de Melhor Longa Metragem no Festival CINE – PE do ano passado. É eu sei que se você for olhar nos créditos, eu fiz parte da curadoria, mas antes que apontem os dedos pra acusadoramente mim, eu não tive nada a ver com os longa metragens.
Como diriam no Tropa de Elite… “Essa p… não era minha.” Eu tava responsável pela parte dos curtas digitais.
Eu lembro vagamente do Chacrinha, quando eu era MUITO pequeno. Sombras da infância. Ou então um bloqueio mental para proteger minha frágil psiquê infantil alimentada pelos Beatles de tamanha esdruxulice. Não me chamava a atenção, algo como um limbo psicodélico e sem sentido. Algo como Xuxa, só que para adultos.
Qual não foi minha surpresa ao assistir duas horas de declarações de pessoas que passaram por lá de alguma maneira. Algumas, bem poucas, se deram bem. Somente Fábio Júnior na verdade me vem a cabeça imediatamente. Outros marcaram imagens mas desapareceram na história, a exemplo de Elke Maravilha ou Ney Matogrosso. Outras centenas de loosers vieram e passaram, e aparentemente nunca se recuperaram do choque. As chacretes, bem, digamos que somente as que deram a bunda se deram bem, com o perdão do trocadilho.

O material documental é muito rico, inegável dizer. São arquivos da TV brasileira que devem ser preservados. Primeiro, por que são uma grande amostragem da cultura pop brasileira dos anos 80 voltada para o que HOJE se chamam de classes C,D e E, numa tucanagem para o que é conhecido como povão. E tinha uma certa insanidade carnavalesca que o chacrinha utilizava que tinha uma deliciosidade perversa, uma exaltação sexual sem culpa, uma ovação bacante e carnavalesca ao Caos. Era putaria, simples e pura, na tv, em plena época de repressão e censura. Sobrenatural, vos digo, sobrenatural. Se rolasse hoje, ninguém acreditava. Jogar bacalhau salgado na plateia? Takes de câmera ginecológicos? Chamar gente de bicha no ar? Coisa trivial pro cara.
Minha hipótese é que o chacrinha aplicou a teoria do big crunch ao tratamento de temas delicados na TV. Era liberdade demais com caos demais. Expandiu muito o grau de tolerância, o que cortou a possibilidade de um desenvolvimento gradual desses tratamentos. Caraca, o cara tinha músicas sobre camisinha em 82, muito antes de qualquer esforço social de conscientização sexual, que só realmente ganhou peso nas classes pobres no meio dos anos 90 (há quem diga que até hoje não ganhou). Ao mesmo tempo, as chacretes faziam as músicas atuais de brega e dançarinas do tchan parecerem puritanismo de igreja evangélica extremista. Resultado? Uma Tv careta, infantilizada que trata tudo com estranheza, ao menos na tv aberta. Talvez por que as novelas tenham mais esse papel de tratar temas difíceis com o público, não sei.
Infelizmente, o Documentário abraçou o caos mais do que seu suporte permite. Existe em indas e vindas, sem eixo cronológico/narrativo aparente. Misturamos as chacretes com os calouros fracassados, adicionados com pitadas de declarações saudosas de famosos e sobreviventes. Ele vai e volta, e acaba por não chegar a lugar algum. Suspeito, porém, que é assim que Chacrinha queria que fosse…
O que ele tem de Genial: Uma amostragem do que se podia assistir sem choque na época da repressão, um levantamento de uma figura histórica da TV brasileira.
O que ele tem de não-Genial: Completamente insano na construção, chegando ao ponto do tédio. Não responde quem DIABOS era a maldita Terezinha…
Tags: anos 80, Chacrinha, Cinema, Documentário, Globo, Pop, televisão, Terezinha
out 30
Postado por Bernardo Queiroz em Animação e Cinema | Sem comentários
Nessa época de cinema nacional “Globalizado” (no sentido de feito pela GloboFilmes), é muito curioso encontrar um produto nacional como Besouro. Ele não tem nada a ver com a última leva de filmes brazucas de conversões da TV para o cinema, como é feito, com eficiência, por Daniel Filho. Também passa longe dos conflitos intra urbanos das cidades modernas, da ultraviolência estetizada que foi tão duramente criticada no início dos anos 2000, que culminou no Tropa de Elite. Muito pelo contrário. É verdadeiramente original em sua base e cenário, algo que raramente pode ser falado hoje no cinema nacional. Besouro é um filme brasileiro tanto quanto um filme pode se auto intitular dentro de um gênero tão amplo. E esse é exatemente o problema da produção, que não se decide nem como drama histórico, nem como filme de ação. Seria bom aprender com os chineses que operaram os cabos, por que eles sim, entendem o que é necessário em filme de porrada.
Besouro retrata o período imediato da pós escravidão no interior do recôncavo Bahiano. Focado na cultura negra, somos apresentados a Mestre Alípio Interpretado por Macalé. Ele estereótipo do Preto Velho da figura do candomblé, figura referencial e reverenciada por conhecer os caminhos tanto políticos quanto Místicos e culturais. Também somos apresentados ao ainda-não-super capoeirista Besouro, interpretado pelo mestre de capoeira Aílton Carmo. Sob a já experimentada batuta da preparadora de atores Fátima Toledo (Cidade Baixa e Cidade de Deus), todos os atores parecem bastante à vontade, mesmo os que não são atores profissionais.

Um pra lá, dois pra cá, e um pé na cara!
Após a morte de Alípio nas mãos dos Subordinados do Coronel Venâncio, encarnado por Flávio Rocha, sem maldade o suficiente no sangue. Deveria receber uma tranfusão de maldade do pernambucano Irandhir Santos, que interpreta o capitão-do-mato Noca, esse sim o tipo de vilão que todos amam odiar num filme de ação. Admitindo que Tio Ben, quer dizer, Mestre Alípio, morreu por seu descuido, e com alguma ajuda da interessantíssima figura de Exú, Besouro aceita que com Grande Responsabilidade vêm grande Poder e se refugia nas matas, onde recebe bençãos dos Orixás, numa sequência extremamente interessante. Após isso, ele inicia sua campanha terrorista para conseguir a real libertação de seu povo das garras do Coronel Explorador.

Exú, parafraseando General Zod (Superman 2): Ajoelhe-se perante Zod!
Okay, eu sei que Besouro, o Corda Dourada, é uma figura histórica e tem de ser tratado como um certo respeito e reverência pela sua importâncual cultural. Mas o problema é outro, e por assim dizer, mais embaixo: Quando se faz uma história para um filme, ficcional, inspirada ou não, é preciso ter uma idéia MIUTO clara de que tipo de história deseja ser contada. E cada tipo de história, ficcional ou não, possui suas próprias necessidades de alocação de elementos. Bastardizando bem a coisa, se você quer contar a história do Homem Aranha, você não pode gastar 40 minutos falando de como os fotógrafos freelancer são mal tratados nas redações.
Portanto, Besouro peca não pela fotografia, extremamente bem feita e planejada com esmero. Também não falha pelo áudio, problema comum do cinema nacional feito fora de um estúdio de TV. Muito pelo contrário, os sons são limpíssimos, e tem excelente trilha da Nação Zumbi e Gilberto Gil, entre outros.O problema é que falta besouro no filme. Olha vou ser franco com vocês que estão lendo. Se você faz “um filme de super herói”, vá assistir filmes de super heróis. No mínimo, assista Star Wars. Se puder ir mais além, leia as obras de Joseph Campbell sobre a estrutura dos mitos, que é a bíblia de cabeceira deste tipo de história. Primeiro, os heróis APRENDEM a usar as habilidades que recebem. Isso faz parte e facilita a identificação do que ele pode ou não fazer, e cria empatia com a audiência. Besouro passa da capoeirista competente a Super Capoeirista mais rápido do que Michael Schumaker passa da primeira pra sétima marcha, com a benção dos orixás. Ainda bem que os orixás não abençoaram Michael Schumaker senão ele ainda tava correndo até hoje.

Se ISSO não resulta num nocaute automático, nada mais consegue...
Essa transformação em herói leva tempo em tela. E em Besouro, esse tempo é gasto com o desenvolvimento de outros personagens, como o amigo de infância de Besouro, Quero-Quero(Anderson Santos), e a bela Dinorah (Jéssica Barbosa, que também interpreta a orixá Iansã), namorada dele, que serve na casa grande do coronel, mas é envolvida com a capoeira/movimento de resistência.
Portanto, se tem alguma coisa que falta, é o próprio Besouro no filme, e sendo esta uma releitura fantástica de uma figura histórica, ficou faltando a relação dicotômica entre vilão e herói, e sobretudo, faltou o combate. Isso. Faltou capoeira num filme sobre capoeira. Faltou vermos Besouro arregaçar, com felicidade, os minions empregados do vilão coronel from hell. Em outras palavras, faltou o diretor João Daniel Tikhomirrof conversar com o Dee Dee, o responsavel pelas coreografias e usos dos cabos comuns aos filmes de Kung Fu de Hong Kong, e aprender algo com ele. Se o enfoque fosse um drama histórico, era melhor ter deixado os orixás um pouco mais fora dessa. Não foi o caso.
Não me entendam mal. Besouro vale MUITO a pena. É um filme de direção estética sensível, que mostra uma época pouco retratada e por um ponto de vista diferente do que estamos acostumados, algo que é MUITO necessário no cinema brasileiro atual. Ele tem atores que se encaixam bem nos papéis, preparados com cuidado, com coreografias de luta curtas mas competentes, e algumas sequências perturbadoramente eficientes, como o contato de Besouro com os Orixás, que ficaram magistralmente representados, ao menos para mim que conheço pouco sobre o candomblé. Mas ficou faltando definir BEM que aspecto do Corda Dourada seria contado: O super-herói ou o guerrilheiro.
O que ele tem de Genial – Brasilidade extrema, bons atores (profissionais ou não), bem coreografado e original. Lutas legais, Orixás GENIAIS. Exú é decidadamente “O Cara”.
O que ele Não tem de genial – Falta Besouro, que fala pouco e aparece menos do que deveria. Falta um confronto satisfatório com um oponente digno. As coisas ficam muito fáceis e isso prejudica a trama. Desperdicio de excelentes personagens.
Tags: besouro, Cinema, cinema nacional, nacional
out 29
Postado por Bernardo Queiroz em Animação e Cinema | 2 comentários
Antes de mais nada, quero dizer que não é muito fácil escrever sobre esse filme, por onde começar?
Recentemente, essa coisa do digital nos trouxe a volta do filme-evento, a idéia de usar a sala de cinema para outras coisas que não são filmes de ficção ou documentários. Na época das entre guerras, a instituição do cinejornal não era incomum, algo como ir ver um filme e ter um mini jornal nacional narrado por Cid Moreira. A coisa toda morreu com escalada da televisão como uma forma mais rápida e prática de comunicação audiovisual em massa. E foi exatamente no auge dessa ascenção que Michael Jackson se tornou Rei do Pop.

Talvez o melhor título para o filme fosse "This WOULD be It"...
Com a facilidade de captação trazida pelas tecnologias digitais, passamos a ter material digital de fácil acesso e divulgação, e surgiu a idéia do filme evento. Um material audiovisual que não é um filme em nenhum sentido da palavra exceto pelo fato de estar projetado. Não é estranho assistir jogos de futebol na telona. Recentemente tivemos um show 3d do U2 que passou naquela sala do Box Guararapes, de modo similar ao que acontecia no período entre guerras.
É nesse contexto que entrou ontem nos cinemas por apenas o estranho material que é Michael Jackson – This is It. O material é uma colagem de material recolhido durante os ensaios da mega sequência de Shows que aconteceria em Londres, bem antes do polêmico astro ficar na horizontal para todo o sempre.
O material foi captado tanto em alta definição como baixa. Algumas imagens são claras, bem fotografadas, outras são provavelmente de uma pequena câmera de mão em DV ou HDV de baixa qualidade. Na verdade, o filme tem muito pouco de documentário, já que dedica muito pouco tempo sobre o making of ou a sobre o interessantíssimo histórico do agora defunto rei do Pop. É realmente uma colagem desse material de B-Roll, nome dado na indústria cinematográfica para as imagens não tratadas da gravação que geralmente são usadas em materiais de Bastidores e Making Of.
São duas horas de excelentes ensaios, músicas que marcaram a história e definiram o que consideramos pop. Michael Jackson, magro como ele só, nos brinda com sua performance e perfeccionismos excepcionais. Realmente, teria sido um TREMENDO show, e o diretor Ortega realmente faz questão de deixar isso bem claro. Realmente, se for visto como um documentário, ele cumpre o papel de registrar em tela grande a última performance de MJ nos palcos.
No entando, o peso de 2 horas de michael jackson tem suas consequências, já que praticamente não temos intercuts narrativos. Eu não sou um fã de verdade dele, então depois de uma hora e meia de Michael Jackson dançando sem plateia nenhuma e com apenas 2 ou 3 câmeras, a coisa começa a ficar pesada nos ombros. Recomendo somente para fãs, ou então para quem quer assistir os bastidores de um mega show.
O que ele tem de Genial – Michael Jackson numa seleção musical que prova que ele realmente era cheio de ritmo. Bastidores de uma superprodução MEGA bem feita. Alto valor documental para a história audiovisual do pop.
O que ele têm de Não Genial – Michael Jackson durante duas horas sem você estar num estádio é começa a cansar. Quando ele começa a mostrar as cenas gravas de Heal the World, é uma BOA hora de ir ao banheiro.
Tags: Cultura, Digital, Documentário, Michael Jackson, Pop, Show
Você está navegando pelos arquivos da categoria Animação e Cinema.
Tema Arctlite por digitalnature | desenvolvido com WordPress