Acidulante

corroendo a monotonia

Hatsune Miku a estrela digital

19/11/2010 | Nenhum Comentário

Ela nasceu em meados 2007 para ilustrar mais um dos softwares de de síntese de voz desenvolvido pela Yamaha Corporation, o famoso Vocaloid. Mas de alguma forma essa personagem que não tinha lá muita profundidade e foi concebida somente para ser um rostinho bonito que estampa a capa do produto, acabou tendo cada vez mais destaque, agregando cada vez mais fãs, até que ela conseguiu fazer o inimaginável; sair do mundinho virtual e realizar um show no mundo real, para pessoas de carne e osso:

Miku ao vivo no 39′s Giving Day:

Hatsune Miku – World is Mine

Amiguinhos de Miku cantando Butterfly on Your Right Shoulder:

Reparem na sincronia e interação que ela faz com o público e com a banda.
Maldito mundo moderno.

Fonte: Metamorfose Digital, Youtube e wikipedia

Back to The Beatles

01/11/2009 | Nenhum Comentário

Finalmente consegui colocar minhas mãos na coleção remasterizada e estéreo dos Beatles.

Muitas e muitas horas de infância gastos aqui ó...

Muitas e muitas horas de infância gastos aqui ó...

Okay. Antes de mais nada, vamos deixar uma coisa bem clara por aqui.

Eu tenho uma relação emocional com os Beatles. Seriously. Eu escutei os primeiros discos dos Beatles quando eu tinha 4 anos. É. 4 anos. E eu REALMENTE acho que isso fez diferença na minha vida de alguma maneira.  Por acaso, o disco em questão era o Álbum Branco, considerado pela critica especializada o album mais maduro e complexo dos Beatles. Go Figure. Até o jornal oficial do Vaticano curtiu o disco na época, e olha que isso foi depois da presepada toda de Lennon ter falado que eles era mais famosos que Jesus…

Pronto, fim do contexto.

Os Beatles faziam parte dos meus brinquedos de criança

Os Beatles faziam parte dos meus brinquedos de criança

É desnecessário fazer Review dos discos em sí, por que afinal, os caras da Rolling Stone tem feito isso a mais tempo do que eu estou vivo. Mas vale sim falar deles enquanto feito tecnológico e técnico. Os sons nunca foram tão claros, equilibrados. Eu ouvi eles com meu pai, ele disse que não lembrava de certas vozes compostas nas harmonias de Come Together. O baixo de Mcartney soa com uma ressonância diferente (Respeite o material, escute ele com fones decentes, ou no som da sala se você tiver um som bem calibrado para isso). As guitarras de Helter Skelter são mais agudas do que minhas mais enterradas lembranças de infancia sonhavam em ser. Ouvir a cítara de Norwegian Wood andando pelos seus fones é quase surreal. Escute você mesmo, agora imaginem se o buffer de áudio do Youtube não tivesse ferrado com tudo…

Tudo isso graças a tecnologia. Percebam que boa parte dessas músicas foram gravadas em mono. Eram fitas de vários formados (várias delas DATS rolo de estúdio com mais de 25 anos). Os Beatles tocavam todos juntos, então não existem trilhas de instrumentos separadas, algo trivial e básico da mixagem hoje em dia. Giles Martin, o filho do chefe de áudio dos estúdios da Abbey Road(por sinal, adoro aquele álbum), se reuniu com os herdeiros e sobrevivente dos Beatles e os melhores tecnicos de áudio para refazer esses áudios.  Para separar as trilhas de cada instrumento, cada voz e cada chiado, foi necessário o uso de um software usado pelos CSI para identificações de pistas escondidas em gravações, desenvolvida pela Cedar, uma empresa forense de Cambridge. Por sorte, Giles já tinha feito um trabalho similar quando foi o responsavel por Love, a coletânea de trilhas dos Beatles usada pelo Cirque du Soleil em um dos seus espetáculos. Com a ajuda dos tapes originais, centenas de cabeças de gravação (que eram trocadas CADA VEZ que uma música era capturada), um conversor Analógico -> Digital da Prism e um Pro Tools,  temos todos os discos do Fab Four com o tratamento acústico e digital que merecem, em formatos Lossless. Foi a partir desse esforço que a Harmonix conseguiu também desenvolver o Rock Band: Beatles, que foi lançado junto com essa antologia. Os Beatle finalmente entraram pro digital, com honras.

Eu pessoalmente acho que John, George e George Martin estão felizes. Wherever they are.

Fontes: Amazon.com, Wired.com, Beatlescore.com

This is It – A Última Performance do Rei do Pop

29/10/2009 | 2 Comentários

Antes de mais nada, quero dizer que não é muito fácil escrever sobre esse filme, por onde começar?

Recentemente, essa coisa do digital nos trouxe a volta do filme-evento, a idéia de usar a sala de cinema para outras coisas que não são filmes de ficção ou documentários. Na época das entre guerras, a instituição do cinejornal não era incomum, algo como ir ver um filme e ter um mini jornal nacional narrado por Cid Moreira. A coisa toda morreu com escalada da televisão como uma forma mais rápida e prática de comunicação audiovisual em massa. E foi exatamente no auge dessa ascenção que Michael Jackson se tornou Rei do Pop.

Talvez o melhor título para o filme fosse This WOULD be It...

Talvez o melhor título para o filme fosse "This WOULD be It"...

Com a facilidade de captação trazida pelas tecnologias digitais, passamos a ter material digital de fácil acesso e divulgação, e surgiu a idéia do filme evento. Um material audiovisual que não é um filme em nenhum sentido da palavra exceto pelo fato de estar projetado. Não é estranho assistir jogos de futebol na telona. Recentemente tivemos um show 3d do U2 que passou naquela sala do Box Guararapes, de modo similar ao que acontecia no período entre guerras.

É nesse contexto que entrou ontem nos cinemas por apenas o estranho material que é Michael Jackson – This is It. O material é uma colagem de material recolhido durante os ensaios da mega sequência de Shows que aconteceria em Londres, bem antes do polêmico astro ficar na horizontal para todo o sempre.

O material foi captado tanto em alta definição como baixa. Algumas imagens são claras, bem fotografadas, outras são provavelmente de uma pequena câmera de mão em DV ou HDV de baixa qualidade. Na verdade, o filme tem muito pouco de documentário, já que dedica muito pouco tempo sobre o making of ou a sobre o interessantíssimo histórico do agora defunto rei do Pop.  É realmente uma colagem desse material de B-Roll, nome dado na indústria cinematográfica para as imagens não tratadas da gravação que geralmente são usadas em materiais de Bastidores e Making Of.

São duas horas de excelentes ensaios, músicas que marcaram a história e definiram o que consideramos pop. Michael Jackson, magro como ele só, nos brinda com sua performance e perfeccionismos excepcionais. Realmente, teria sido um TREMENDO show, e o diretor Ortega realmente faz questão de deixar isso bem claro. Realmente, se for visto como um documentário, ele cumpre o papel de registrar em tela grande a última performance de MJ nos palcos.

No entando, o peso de 2 horas de michael jackson tem suas consequências, já que praticamente não temos intercuts narrativos. Eu não sou um fã de verdade dele, então depois de uma hora e meia de Michael Jackson dançando sem plateia nenhuma e com apenas 2 ou 3 câmeras, a coisa começa a ficar pesada nos ombros. Recomendo somente para fãs, ou então para quem quer assistir os bastidores de um mega show.

O que ele tem de Genial – Michael Jackson numa seleção musical que prova que ele realmente era cheio de ritmo. Bastidores de uma superprodução MEGA bem feita. Alto valor documental para a história audiovisual do pop.

O que ele têm de Não Genial – Michael Jackson durante duas horas sem você estar num estádio é começa a cansar. Quando ele começa a mostrar as cenas gravas de Heal the World, é uma BOA hora de ir ao banheiro.

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